Um dia depois de afirmar que o Rio de Janeiro "não é violento", o secretário de Segurança Pública do Estado, José Mariano Beltrame, voltou atrás e divulgou uma nota em que reconheceu que a declaração foi infeliz. Na quinta-feira (5), Beltrame participou de uma audiência na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, em Brasília. Ele disse que o "Rio tem núcleos de violência" e também comparou a guerra entre traficantes na capital carioca ao atentado às Torres Gêmeas, nos Estados Unidos, em 11 de setembro de 2001.
Na nota o secretário diz que tem "a exata dimensão dos problemas que enfrenta" e que a última atitude a ser tomada em sua gestão seria "maquiar ou esconder os problemas":
- Não fosse a presença do narcotráfico armado com arsenal de guerra nos morros cariocas, a situação do Rio seria comparável com a maioria das metrópoles do país e do mundo.
Beltrame diz na nota que fez considerações gerais sobre a criminalidade e que o Rio é o único Estado com disputa de território por facções criminosas "com uso de fuzis e ideologia de enfrentamento":
-A população civil acaba convivendo com situações críticas nestas áreas de conflito. As áreas do Rio que não sofrem com a influência danosa da guerra de facções têm problemas típicos de qualquer cidade grande. Mas mesmo as pessoas que moram nestas áreas distantes dos conflitos também são vítimas do contexto por conta do trauma que tais eventos provocam.
A guerra entre facções no Rio, que ocasionou a morte de aproximadamente 40 pessoas, começou no dia 17 de outubro, quando o helicóptero foi abatido por traficantes da Zona Norte.

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