O faturamento das empresas de comércio no Brasil verificou a maior alta do ano durante o terceiro trimestre. O crescimento foi de 5,6% em relação ao mesmo período de 2008, consolidando o segmento como o pilar da retomada econômica do País. Segundo levantamento da Serasa Experian, os resultados das empresas do setor foram os únicos que não recuaram na comparação com iguais trimestres do ano passado.
Já os faturamentos da indústria e do setor de serviços, apesar da melhora no terceiro trimestre, acumulavam ao fim de junho quedas de 12% e 4,1%, respectivamente. No mesmo intervalo, o comércio teve alta de 2,7%.
Para Marcio Torres, coordenador de estudos da Serasa, não fosse o ritmo de consumo do mercado interno, o País ainda estaria vivendo os efeitos da crise. "Essa foi a grande diferença desta vez. Nas outras crises não tínhamos um consumo aquecido", afirmou.
Agora, na opinião dele, é certo que o resultado mais forte do comércio no terceiro trimestre já se espalhou para a indústria e os serviços, fazendo com que os dados preliminares indiquem um ligeiro crescimento na comparação com o terceiro trimestre do ano passado.
O grande motivador do consumo, conforme o estudo da Serasa, foi a manutenção do nível de emprego no país. O fator estabilidade teria afastado o temor dos impactos da crise nos bolsos dos brasileiros
Guilherme Barros

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