sábado, 14 de novembro de 2009

Mantega vai mostrar a Meirelles equívocos nas declarações de Torós

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai mostrar a Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, uma série de equívocos nas declarações concedidas por Mário Torós, diretor de Política Monetária do BC, na entrevista publicada hoje no jornal Valor Econômico.

Mantega ficou indignado com a afirmação de Torós de que uma declaração feita por ele teria sido o principal fator para a aceleração do dólar durante a crise do final do ano passado.

Na entrevista, Torós afirma que, no dia seis de outubro de 2008, uma segunda-feira, o ministro Guido Mantega disse em entrevista que Lula proibira o Banco Central de gastar reservas.

Segundo as declarações de Torós ao Valor, o efeito no mercado foi imediato. A cotação dói dólar saltou de R$ 2,19 para R$ 2,45 em menos de 48 horas. A consequência teria sido uma corrida bancária, que tinha se originado em outros países do mundo e atingira o Brasil.

Mantega tem em mãos entrevistas concedidas por ele naquele mesmo dia, seis de outubro, que mostram exatamente o contrário. Ele colheu recortes de declarações publicadas pela Reuters na qual ele admite a piora da crise e afirma que o Brasil estava disposto a usar as reservas de forma inteligente para conter o terremoto financeiro.

O ministro também teria dito inclusive, naquele mesmo dia, de acordo com os recortes, que o governo iria disponibilizar parte das reservas para financiar o comércio exterior do País. Conta também que as  declarações de Mantega foram concedidas ao lado de Meirelles.

Mantega deve apresentar nos próximos dias a Meirelles esses recortes para mostrar os equívocos das declarações de Torós, o que deve aumentar a pressão para a saída do diretor do BC.


 

IG

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